sábado, 10 de dezembro de 2011
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Porque escolhi ser forte
Escolhi ser forte porque fiz uma escolha a partir do momento em que decidi vir para Santarém estudar supostamente Direito, porque a partir do momento em que se faz um vestibular, se escolhe um curso, se entra na Universidade e se descobre que não vai estudar o que você escolheu e sim o que vão escolher para você, algo de errado tem aí, e você não pode se dar ao luxo de ficar parado observando e esperando que caia do céu. Com minha mãe aprendi, que a única coisa que cai do céu é chuva, neve, granizo, paraquedista, meteoro, e avião... Enfim, vocês me entenderam.
Tive que me fazer forte aos poucos porque eu sabia aonde eu estava me metendo e com quem eu estava lidando, antes mesmo de vir para cá, eu li, sentada numa cadeira a revista época que mostrava o que era a UFOPA. Muitas pessoas ainda de ressaca da festa do vestibular ao saberem da situação, simplesmente escolheram voltar para o cursinho e tentar novamente. O que deveria ser a realização de um sonho se transformou em pesadelo, e muitos daqueles que decidiram enfrentar, voltaram para casa porque desistiram da briga. Eu teimosa que sou escolhi ficar, mesmo quando a UFOPA me mandou embora por 6 meses, há estão de brincadeira com a minha cara né? Por ela, e por gostar tanto dela é que escolhi brigar por ela, o fato de ter passado 3 anos num cursinho me dá mais energia e mais vontade de lutar, não vai ser essa reitoria ultrapassada e autoritária que vai acabar comigo e com meus colegas, mesmo aqueles que estão conformados com a situação ou que aplaudem toda essa situação. Não quis ICED ou ICTA simplesmente porque meu foco desde sempre foi ICS, e eu prefiro perder um ano do que o resto da vida para fazer a vontade deles, e antes que eu me esqueça, não foi ano perdido não, foi ano conquistado, ganho, um ano maravilhoso, um ano de aprendizado puro em todos os sentidos.
Estou curiosa pra ver os novos calouros, com vontade de participar da festa deles, de recebe-los de braços abertos e estar pronta para dar o carinho e esclarecimento que me deram quando entrei, e prepara-los para a briga. Tem gente que já vai entrar pronto pra guerra, tem gente que vai se armar aos poucos, vai ter gente que vai sair e vão ter aqueles que vão se aliar a nossos inimigos. Espero que a turma de 2012 venha ciente do que acontece dentro da Universidade e disposta a juntar-se a nós nessa briga, que eu tenho esperança de que venceremos. Rumo a uma universidade de verdade :D
Nanna Ciências Jurídicas 2013
domingo, 4 de dezembro de 2011
55 77...
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Estamos passando por um período tenso aqui em Santarém, faltam uma semana aproximadamente, para o plebiscito pela divisão do Pará. Caso o “Sim” ganhe, teremos 2 novos estados, Tapajós e Carajás.
A campanha do “Sim” está fortíssima aqui na cidade, carros adesivados, paredes, bandeirinhas, camisetas, adesivos, jingles, e tudo o que tem direito, e em Belém a campanha do “Não” não fica para trás. Não estou aqui para dizer qual das duas é a melhor campanha, nem quem tem o melhor design ou jingle, é só mais um dos meus momentos desabafos aqui nesse blog.
Tanto a campanha do SIM quanto a do NÃO estão apelativas demais, em que sentido, colocar criança doente morrendo de câncer falando “não divide o meu Pará” ou gente muito humilde, habitantes de palafitas com a plaquinha do SIM meche com o psicológico de qualquer um, e principalmente aqui na região as pessoas apostam todas as suas fichas na divisão do estado, querem sim o estado do Tapajós, acreditam que se isso acontecer, nossa, Santarém vai ser capital, vai ter tudo, todos serão muito felizes RYCAS e PHEENAS, já em Belém, é NÃO e NÃO, Pará eu te quero grande, cheio de mi mi mi porque o Pará vai ficar pequenininho e eles gostam do Pará gigantesco, e tudo o mais. No meu ponto de vista, ambas as abordagens estão erradas, estão jogando baixo, estão apelando demais, por favor eu peço argumentos para a campanha do SIM e do NÃO, argumentos válidos e não sentimentalismo barato, birra, e tudo o mais, estamos lidando com o futuro das pessoas, mas parece que é só um concurso de quem chora mais. Sabe o que essa campanha do SIM está gerando aqui em Santarém? Como disse acima, aqui a maioria das pessoas aposta todas suas fichas na criação desse novo estado e acreditam que o Tapajós vai ser a solução para seus piores problemas, toda a revolta pelo descaso dos governantes para com a região se transformou em esperança, e elas aqui aguardam ansiosas por esse grande dia. Compreendo como elas se sentem sim, mas o que eu não aceito, é a incitação a violência a pessoas de opinião contrária, e bater nos outros já é demais olha aconteceu comigo, eu estava indo para a Universidade de moto táxi porque era dia do plebiscito pelos “10% do PIB para a educação pública JÁ” e o moto taxista me falou “Você Universitária, estudada, é SIM TAPAJÓS né?” com os olhos brilhando, e eu simplesmente disse “Sou do não” e ai eu só senti uma dor e meu corpo indo para trás, sim acreditem, eu levei um murro no ombro esquerdo, acabei não pagando a corrida ,mas eu o vi fazendo gestos obscenos pra mim e gritando É SIM TAPAJÓS SUA V**** filha da P**a, vai se F***r, Vai tomar no ** e outras coisas maravilhosas que eu ouvi naquela manhã de quarta feira. (Ok eu poderia muito bem ter ficado calada e sorrido como sempre, mas como eu não sou adepta do andar de caranguejo, eu abri minha boca e disse “Sou do Não” e também nunca pensei que eu iria apanhar de um brutamonte só por ter uma opinião contrária, além de temer pela vida da companheira dele, porque se ele socou uma desconhecida, imagina o que ela não deve sofrer dentro de casa com esse homem, né verdade? Eu poderia ter gritado ISSO É MACHISMO, HOMOFOBIA, RACISMO, XENOFOBIA (sim porque meu sotaque entrega completamente a minha origem na Terra da Garoa, que só fica pior quando eu cruzo a Ipiranga com a Av. São João) anotado a placa do cara e ter ido à delegacia, mas sabe quando você fica atônito e não sabe que raio te acertou? Pois é...
Pra completar, nesse dia belíssimo, meu amigo Cândido (Língua Ferina http://candidoneto.blogspot.com) foi entrevistado pelo JN no Ar falando sobre a divisão do estado do Pará, pra completar ele é do “Não” e assim como eu ele não é daqui. O Infeliz apareceu nem 20 segundos, mas foi o suficiente para ele sofrer retaliações no Blog do Jeso (http://jesocarneiro.blogspot.com) que postou a matéria e os ataques ao meu amigo Cearense começaram, a Xenofobia corre solta até agora nos comentários (Há eu queria só ver se fosse eu falando, iriam me expulsar da cidade, porque ok, nordestino até que desce, mas PAULISTANO? “Amiga, faça o favor de voltar pra sua terra, se eu pudesse eu enchia um caminhão de gente do teu estado, jogava gasolina em cima e ateava fogo, porque vocês só servem para destruir os outros, agora aguenta porque Paraense não é otário não, viu mocinha?” Assim eu ouvi de um professor meu do colégio, quando meus pais tiveram a brilhante ideia de me colocar pra terminar o terceiro ano em Belém). Enfim, ninguém tem nada a ver de onde ele veio, quantos kg ele chegou pesando e quantos ele pesa agora, ninguém é ninguém para especular a vida dele, se ele é do Jatene, da Ana Júlia, do Jader Barbalho, da Marinor ou do Zé Maria (claro que eu sou Zé Maria com orgulho, fica a dica e ele também), é a opinião de uma pessoa, ninguém é ninguém para ameaçar um trabalhador, ou pra vir ofende-lo, tantas pessoas para vocês fazerem isso, descontarem a raiva de vocês, descontem a raiva no Jatene/Ana Júlia/Almir Gabriel/Jader Barbalho e cia que deixaram o estado nesse estado (nossa), descontem a raiva de vocês na Maria do Carmo que não está nem ai pra nada, e deixou a cidade ficar assim, descontem a raiva de vocês indo pro combate a corrupção , cobrando do governo melhorias, indo as ruas reivindicar os seus (no caso os nossos) direitos, vão descontar a raivinha de vocês nesse sistema capitalista de merda que é o grande responsável por tudo estar do jeito que está, mas não num trabalhador que tem uma opinião diferente das demais, chamando ele de persona non grata, persona non grata, me perdoe, são as pessoas que de uma maneira SUTIL incitam intolerância, violência e xenofobia nos meios de comunicação de massas, blogs, facebook e companhia, essas sim são as personas non gratas, pelo simples fato de não terem UM PINGO de respeito com uma opinião diferente. Ninguém é ninguém para especular se ele era do PT, depois foi pro PSOL e depois de receber muito dinheiro, se meter em muito esquema, depois de muito caixa II ele foi pro PSTU (nessa hora eu ri). Em esquemas de corrupção se metem os governantes que vocês elegem, mas eu duvido que alguém tenha coragem de falar isso na cara da Prefeita de Santarém ou na cara do Governador do Estado, ou de qualquer outro, ah não venham me dizer que Jader Barbalho é Santo que aí eu vou querer saber o que é isso que você está tomando no café da manhã (já diria Valério Arcary).
Estou com medo do dia após o plebiscito, eu imagino uma Santarém em Chamas, corpos voando, e eu em casa trancada (Falando nisso eu já vou começar a armazenar coisas aqui em casa pra quando esse dia chegar eu ter pelo menos alguma coisa para encher a cara). Eu vou começar a fazer a minha lista de compras, ou me programar pra sair daqui antes do dia 10 de dezembro, ah quer saber, eu vou é tomar banho e ir dar uma volta por ai que esse domingo está chato demais. Será que o Helton já voltou do balneário ou o Wyncla está em casa sem fazer nada? Enfim crianças, esse é o meu blog e eu espero que eu tenha assunto para postar sempre e os comentários de vocês para me dar uma força.
Musica do dia: Send Him Away- Franz Ferdinand =)
Ps: Não disse nada a respeito da campanha do Não (que eu também acho apelativa, baixa, xenófoba e cia) porque eu simplesmente não tenho relatos bizarros sobre essa campanha, mas eu vou procurar, e assim que eu tiver eu juro que postarei aqui)
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Estamos passando por um período tenso aqui em Santarém, faltam uma semana aproximadamente, para o plebiscito pela divisão do Pará. Caso o “Sim” ganhe, teremos 2 novos estados, Tapajós e Carajás.
A campanha do “Sim” está fortíssima aqui na cidade, carros adesivados, paredes, bandeirinhas, camisetas, adesivos, jingles, e tudo o que tem direito, e em Belém a campanha do “Não” não fica para trás. Não estou aqui para dizer qual das duas é a melhor campanha, nem quem tem o melhor design ou jingle, é só mais um dos meus momentos desabafos aqui nesse blog.
Tanto a campanha do SIM quanto a do NÃO estão apelativas demais, em que sentido, colocar criança doente morrendo de câncer falando “não divide o meu Pará” ou gente muito humilde, habitantes de palafitas com a plaquinha do SIM meche com o psicológico de qualquer um, e principalmente aqui na região as pessoas apostam todas as suas fichas na divisão do estado, querem sim o estado do Tapajós, acreditam que se isso acontecer, nossa, Santarém vai ser capital, vai ter tudo, todos serão muito felizes RYCAS e PHEENAS, já em Belém, é NÃO e NÃO, Pará eu te quero grande, cheio de mi mi mi porque o Pará vai ficar pequenininho e eles gostam do Pará gigantesco, e tudo o mais. No meu ponto de vista, ambas as abordagens estão erradas, estão jogando baixo, estão apelando demais, por favor eu peço argumentos para a campanha do SIM e do NÃO, argumentos válidos e não sentimentalismo barato, birra, e tudo o mais, estamos lidando com o futuro das pessoas, mas parece que é só um concurso de quem chora mais. Sabe o que essa campanha do SIM está gerando aqui em Santarém? Como disse acima, aqui a maioria das pessoas aposta todas suas fichas na criação desse novo estado e acreditam que o Tapajós vai ser a solução para seus piores problemas, toda a revolta pelo descaso dos governantes para com a região se transformou em esperança, e elas aqui aguardam ansiosas por esse grande dia. Compreendo como elas se sentem sim, mas o que eu não aceito, é a incitação a violência a pessoas de opinião contrária, e bater nos outros já é demais olha aconteceu comigo, eu estava indo para a Universidade de moto táxi porque era dia do plebiscito pelos “10% do PIB para a educação pública JÁ” e o moto taxista me falou “Você Universitária, estudada, é SIM TAPAJÓS né?” com os olhos brilhando, e eu simplesmente disse “Sou do não” e ai eu só senti uma dor e meu corpo indo para trás, sim acreditem, eu levei um murro no ombro esquerdo, acabei não pagando a corrida ,mas eu o vi fazendo gestos obscenos pra mim e gritando É SIM TAPAJÓS SUA V**** filha da P**a, vai se F***r, Vai tomar no ** e outras coisas maravilhosas que eu ouvi naquela manhã de quarta feira. (Ok eu poderia muito bem ter ficado calada e sorrido como sempre, mas como eu não sou adepta do andar de caranguejo, eu abri minha boca e disse “Sou do Não” e também nunca pensei que eu iria apanhar de um brutamonte só por ter uma opinião contrária, além de temer pela vida da companheira dele, porque se ele socou uma desconhecida, imagina o que ela não deve sofrer dentro de casa com esse homem, né verdade? Eu poderia ter gritado ISSO É MACHISMO, HOMOFOBIA, RACISMO, XENOFOBIA (sim porque meu sotaque entrega completamente a minha origem na Terra da Garoa, que só fica pior quando eu cruzo a Ipiranga com a Av. São João) anotado a placa do cara e ter ido à delegacia, mas sabe quando você fica atônito e não sabe que raio te acertou? Pois é...
Pra completar, nesse dia belíssimo, meu amigo Cândido (Língua Ferina http://candidoneto.blogspot.com) foi entrevistado pelo JN no Ar falando sobre a divisão do estado do Pará, pra completar ele é do “Não” e assim como eu ele não é daqui. O Infeliz apareceu nem 20 segundos, mas foi o suficiente para ele sofrer retaliações no Blog do Jeso (http://jesocarneiro.blogspot.com) que postou a matéria e os ataques ao meu amigo Cearense começaram, a Xenofobia corre solta até agora nos comentários (Há eu queria só ver se fosse eu falando, iriam me expulsar da cidade, porque ok, nordestino até que desce, mas PAULISTANO? “Amiga, faça o favor de voltar pra sua terra, se eu pudesse eu enchia um caminhão de gente do teu estado, jogava gasolina em cima e ateava fogo, porque vocês só servem para destruir os outros, agora aguenta porque Paraense não é otário não, viu mocinha?” Assim eu ouvi de um professor meu do colégio, quando meus pais tiveram a brilhante ideia de me colocar pra terminar o terceiro ano em Belém). Enfim, ninguém tem nada a ver de onde ele veio, quantos kg ele chegou pesando e quantos ele pesa agora, ninguém é ninguém para especular a vida dele, se ele é do Jatene, da Ana Júlia, do Jader Barbalho, da Marinor ou do Zé Maria (claro que eu sou Zé Maria com orgulho, fica a dica e ele também), é a opinião de uma pessoa, ninguém é ninguém para ameaçar um trabalhador, ou pra vir ofende-lo, tantas pessoas para vocês fazerem isso, descontarem a raiva de vocês, descontem a raiva no Jatene/Ana Júlia/Almir Gabriel/Jader Barbalho e cia que deixaram o estado nesse estado (nossa), descontem a raiva de vocês na Maria do Carmo que não está nem ai pra nada, e deixou a cidade ficar assim, descontem a raiva de vocês indo pro combate a corrupção , cobrando do governo melhorias, indo as ruas reivindicar os seus (no caso os nossos) direitos, vão descontar a raivinha de vocês nesse sistema capitalista de merda que é o grande responsável por tudo estar do jeito que está, mas não num trabalhador que tem uma opinião diferente das demais, chamando ele de persona non grata, persona non grata, me perdoe, são as pessoas que de uma maneira SUTIL incitam intolerância, violência e xenofobia nos meios de comunicação de massas, blogs, facebook e companhia, essas sim são as personas non gratas, pelo simples fato de não terem UM PINGO de respeito com uma opinião diferente. Ninguém é ninguém para especular se ele era do PT, depois foi pro PSOL e depois de receber muito dinheiro, se meter em muito esquema, depois de muito caixa II ele foi pro PSTU (nessa hora eu ri). Em esquemas de corrupção se metem os governantes que vocês elegem, mas eu duvido que alguém tenha coragem de falar isso na cara da Prefeita de Santarém ou na cara do Governador do Estado, ou de qualquer outro, ah não venham me dizer que Jader Barbalho é Santo que aí eu vou querer saber o que é isso que você está tomando no café da manhã (já diria Valério Arcary).
Estou com medo do dia após o plebiscito, eu imagino uma Santarém em Chamas, corpos voando, e eu em casa trancada (Falando nisso eu já vou começar a armazenar coisas aqui em casa pra quando esse dia chegar eu ter pelo menos alguma coisa para encher a cara). Eu vou começar a fazer a minha lista de compras, ou me programar pra sair daqui antes do dia 10 de dezembro, ah quer saber, eu vou é tomar banho e ir dar uma volta por ai que esse domingo está chato demais. Será que o Helton já voltou do balneário ou o Wyncla está em casa sem fazer nada? Enfim crianças, esse é o meu blog e eu espero que eu tenha assunto para postar sempre e os comentários de vocês para me dar uma força.
Musica do dia: Send Him Away- Franz Ferdinand =)
Ps: Não disse nada a respeito da campanha do Não (que eu também acho apelativa, baixa, xenófoba e cia) porque eu simplesmente não tenho relatos bizarros sobre essa campanha, mas eu vou procurar, e assim que eu tiver eu juro que postarei aqui)
domingo, 25 de setembro de 2011
Mais lágrimas
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Doritos
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
terça-feira, 20 de setembro de 2011
O que define a loucura de um ser? Temos um medidor exato para saber qual o grau de insanidade de alguma pessoa? Será que ser louco é andar todo de branco no meio da rua com uma pena na cabeça? É arrumar a mudança as pressas para ir para o outro lado do país? É ficar feliz porque vai beber até cair dentro de alguns instantes? Felicidade real? Não essa é completamente forjada e instantânea, sem o álcool talvez eu nem cogitasse a hipótese de sair dando pulinhos pela casa e fazer comida e ficar sorrindo que nem uma idiota para tudo e todos...
Abrir a torneira no meio da rua é sinal de loucura? Mas isso define a loucura desse ser que não sabemos quem é e nem o que o levou a solidão frenética e morta das ruas de uma cidade no interior do Pará... Esperar alguém voltar pra casa sentada na janela é loucura? Loucura seria o que exatamente, as coisas que estão fora dos padrões criados por uma sociedade hipócrita?
A musica toca, o pulso pulsa, e eu respiro ansiando pelos goles embriagantes que vão me deixar fora de órbita, o incenso inunda meu quarto com notas de citronela, e agora o cheiro se mistura com o de tabaco dos cigarros e notas de cardomomo...
Meu amigo chegou, vamos beber
domingo, 12 de junho de 2011
Se eu vou pro rock agora eu não sei, porque eu acho que até meu amigo me abandonou e vai ele e ele pra lá, mas tudo bem, se eu resolver ir, eu encontro ele lá
Beijos
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Neurada Real e Louca
Sair ou não sair de casa com a blusinha que a real tanto gostava? A Neurada não deixava, pois todos iriam olhar pra barriga mais cheinha da "pobre", e o cabelo então? Era um inferno, Neurada sempre dava o maior piti implorando por uma chapinha pra alisar aquele cabelo rebelde e coloca-lo em seu devido lugar, já a Louca, adorava, pois era quando ela aparecia, naquele cabelo/juba que brilhava ao sol, mas claro, sempre preso, pois a Neurada implorava por isso, e a Real obedecia fielmente, achando que assim estaria mais "normal". A Neurada também dizia que ela era pouco para os amigos que tinha, que ela era burra e feia ao contrário deles que eram deuses, belos, alegres e inteligentíssimos, dignos de aplausos e reverências...E ela? A merdinha inferior que servia para dar ênfase aos deuses da beleza e inteligencia que andavam com ela. Ir pra água? Nem pensar, e aquela barriga o que iriam dizer a respeito dela? E a bunda "aff pelo amor de Deus, se toca horrorosa, vão sair correndo da piscina quando você aparecer", e a Real triste deixou de curtir muitas praias por conta da Neurada, deixou de ir a inumeras festas por conta da Neurada, deixou passar a oportunidades de ficar com pessoas maravilhosas, de investir num cara, de assumir que gostava de alguem por conta da Neurada que a colocava para baixo sempre.
Até que alguem muito esperto percebeu a presença da Neurada na Real, e derrepente a Real ficou estranha, chorou, quis morrer. A Louca, triste por nunca ser ouvida, estava a ponto de abandonar a Real, já que ela preferia a Neurada, até que...
Real saiu de casa para ir a aula, e um cara passou por ela na rua. Sim, ela era o tipo de pessoa que não passava despercebida, afinal de contas, aonde ela morava, poucas pessoas se vestiam como ela. Calça Skinny meio folgada, meio apertada, sandália escandalosa, blusa desbotada e rasgada nas mangas com estampa de Mickey Mouse. O cabelo/juba caindo em cascata pelo seu rosto quase oculto pelos imensos óculos de sol, a mochila preta grande com um chaveirinho de boneco de vudu, e a capa do celular que tinha estampa de plástico bolha. Neurada ficou louca, mandou ela voltar pra casa e vestir algo que prestasse, afinal de contas, ela parecia uma doida, e nem era tão bonita assim pra que isso passasse batido. A louca disse pra ela ignorar essa Neurada maluca, que ele tinha pensado "Pô essa guria é foda"
Pela primeira vez na vida, Real passou a ouvir a sua Louca interior...Neurada, quase morreu de Neura, porém está a espreita, pronta para atacar